quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

O rap vai ao castelo - Por: Marcus Vinicius Batista

 Publicado em 01 de dezembro de 2011

 As duas mulheres cantaram à capela para as 50 pessoas. O refrão “Negra sim, mulata não” paria olhares diversos, da surpresa à admiração. A música Mulata encerrou o ritual de pouco mais de uma hora, que lotou uma sala destinada quase sempre aos debates e exposições acadêmicas.
 A sala, de número 315 na porta, está acostumada com tons de pele coerentes com a clareza de suas paredes e o ar de higienização hospitalar. Naquela noite de segunda-feira, pela primeira vez, a sala estava dominada por negros, muitos sem a obsessão pelo diploma na parede de casa. Mas todos orgulhosos porque uma deles – assim o sistema universitário os vê, como de outro mundo – chegou ao fim do caminho. 

Joyce personificava o regime de exceção. Defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em História, na Unisantos, um estudo sobre o movimento hip-hop na Baixada Santista, a partir de 1993, data de nascimento na região. O trabalho foi o mais concorrido do curso. De doutores a gente com ensino fundamental. Universitários de cinco cursos, de Letras a Pedagogia. Parentes, amigos e integrantes do movimento social, cada vez menos uma tribo vista como moda. 

Joyce da Silva Fernandes é candidata a uma lista de preconceitos inerentes à sociedade brasileira. Ela tinha várias credenciais para dar errado no país que finge tolerar quem não nasceu europeizado ou não embranqueceu com as benesses do poder econômico ou com a fama das celebridades. 

Joyce é negra, mulher e moradora de bairro de periferia. Veste-se com amor pelas raízes africanas. Já foi chamada de macumbeira na rua e quase foi contratada como cartomante. Joyce também é rapper, outro universo dominado pelos homens. Preta Rara, seu nome artístico, também enfrenta problemas por serem caiçaras. Ela e Negra Jack formam o grupo Tarja Preta, a primeira dupla de mulheres rappers do litoral de São Paulo. Hoje, apresentam-se mais na Capital e no interior, onde são tratadas com reverência pelo conteúdo politizado e feminista de suas composições. Naquela noite de segunda-feira, Joyce não era Preta. Joyce era uma professora de História, que se legitimava pelo rigor acadêmico e pela linguagem científica. A força das letras que, por exemplo, denunciam a falsa abolição e a exploração do corpo da mulher se transformou em argumentos para analisar um dos fenômenos culturais da história recente da região. 

O rap abriu as portas do castelo, normalmente atento às próprias preocupações da corte. Dentro dele, há mentes resistentes que transgridem ao compreender a necessidade de conversar com o mundo lá fora, de maneira horizontal, sem pedantismo ou arrotos de conhecimento de almanaque. 

A sala 315 serviu de testemunha para um instante único, um ponto de partida para a aproximação da elite educacional com aqueles que dinamizam a cultura na base social, lutam contra os vácuos da era do consumo e constroem novos caminhos de conhecimento sobre o mundo que, inclusive, rodeia os muros do castelo. Naquela noite de segunda-feira, a sala 315 representou a chance concreta de uma sociedade em que brancos e negros, homens e mulheres, possam conviver com senso de coletividade e atenção para os problemas que insistem em permanecer sob o manto da invisibilidade social. 

A sala 315 ainda se constitui como exceção. Abrigará, possivelmente, muitos discursos, por vezes inócuos, por vezes relevantes, mas suas paredes anti-sépticas não conseguirão limpar aquela narrativa, encerrada com duas rappers que, em rimas de indignação, desnudaram a condição da mulher negra, maioria fora do castelo, visitante ocasional dentro dele.


 Extraída do Jornal BoqNews


 Comente sobre essa matéria no site:
http://www.boqnews.com/coluna.php?cod=10872

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Apresentação do Tcc da PRETA-RARA (Joyce Fernandes)

No dia 28 de novembro de 2011 houve um marco na história do movimento Hip Hop da Baixada Santista, através do trabalho de conclusão do curso de História na Universidade Católica de Santos, com o seguinte tema: RESISTÊNCIA E RIMA: MEMÓRIAS DO MOVIMENTO HIP HOP NA BAIXADA SANTISTA (1993-2010).
A sala da apresentação ficou  lotada com gente em pé, todos atentos para os detalhes que seriam abordados ao longo de um ano de pesquisa.
O Hip Hop mais uma vez se fez presente dentro da academia, em que uma professora que não citarei o nome dela, disse que esse tema não teria relevante para a universidade.
E felizmente encontrei o professor Rodrigo Christofoletti que estava disposto a levantar a bandeira do Hip Hop comigo, que foi o orientador da minha pesquisa.
O examinador, o Prof. Paulo Campbell que deu alguns toques para melhorar o trabalho impresso, que servirá para dar continuidade nessa pesquisa em um mestrado e doutorado.
Resumindo deu muito certo, realmente eu sempre acreditei no movimento Hip Hop e essa pesquisa foi uma forma de agradecimento por tudo que o Hip Hop fez por mim, e assim deixo essa pequena contribuição para os integrantes e adeptos da cultura Hip Hop, principalmente a galera da Baixada Santista, que se fez presente em peso em minha apresentação!

É o Hip Hop tio! Invadindo as universidades, o senado, as câmaras municipais, o Hip Hop pode estar em qualquer lugar que ele chega e representa!


Tamu juntos...


TCC: RESISTÊNCIA E RIMA: MEMÓRIAS DO MOVIMENTO HIP HOP NA BAIXADA SANTISTA (1993-2010).

domingo, 23 de outubro de 2011

CRIOLO FALA SOBRE O TARJA-PRETA

CRIOLO E TARJA-PRETA




Na véspera do feriado do dia 12 de outubro(se não me falhe a memória), fomos ao show do CRIOLO, aqui em Santos mesmo, ao final do show ficamos trocando mô idéia com o DJ DanDan, que logo nos reconheceu, pois menos de um mês atrás tínhamos cantando em um mesmo evento.
Passou um tempinho vimos o CRIOLO e como de costume logo pedimos pra tirar mais uma foto com ele.
E pra nossa surpresa o cara veio abraçou a gente pra pode sair todo mundo na foto e começou a cantar: MENINAS NEGRAS NÃO BRINCAM COM BONECAS PRETAS, SOMOS TODAS IGUAIS PORQUE VOCÊ ME REJEITA.
Bom, a Jack e eu, quase enfartamos né meu, o cara que a gente admira desde 2005, cantar o nosso som, foi muito gratificante.
Pedimos que ele repetisse para ficar gravado não só em nossos corações e sim pra todos que não estavam presente.

BOM SEM MAIS PALAVRAS, ESTÁ AI A PROVA DO CRIME PREFEITO..RSRS!!



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DEMOROU MAIS SAIU!! A 1ª MIXTAPE DO TARJA-PRETA

Já está disponivel a 1ª MIXTAPE do TARJA-PRETA/ RAP FEMININO.

Por enquanto só na internet ...


BAIXEM, DIVULGUEM, COMPARTILHEM E SOCIALIZEM !!



CLIQUE NO LINK ABAIXO

terça-feira, 26 de julho de 2011

FESTA DE LANÇAMENTO DO CD DETENTOS DO RAP NA FÊNIX CAFÉ EM SANTOS-SP


Quem não foi perdeu, essa era a frase mais falada depois do show que ocorreu no último sábado (23/07/2011) na Fênix Café.
Em uma noite agradável, entrou na cena o grupo de rap feminino TARJA-PRETA, VDA, DEXTER, DETENTOS DO RAP e por fim FACÇÃO CENTRAL.
O público curtiu o show, o que já não acontecia há muito tempo na Baixada Santista, um baile 100% Rap nacional.
Onde o público pode conferir músicas de grandes sucessos dos grupos que ali passaram e lançamentos também, como a nova música do TARJA-PRETA que alias não tinha nome, e foram selecionados alguns nomes que o público escolheu.

LOGO MAIS POSTO AS FOTOS DO EVENTO

Por: Joyce Fernandes







domingo, 17 de julho de 2011

FESTA DE LANÇAMENTO DO CD DO DETENTOS DO RAP


TARJA-PRETA cantando em casa, faz tempo que isso não aocntece..rsrs!!

terça-feira, 14 de junho de 2011




CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE "RUTH CARDOSO"

ENDEREÇO: AV: DEPUTADO EMILIO CARLOS,3641- VL. NOVA CACHOEIRINHA (ATRÁS DO TERMINAL DE ÔNIBUS)

domingo, 8 de maio de 2011

Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop

É com muita satisfação que eu venho escrever em nosso blog, que o TARJA-PRETA foi convidado para participar do Fórum e do Lançamento da Frente em São Paulo.
O Fórum, foi um fortalecimento de idéias para todas as presentes, uma verdadeira troca de informações ,para saber o que cada uma está fazendo pelo HIP HOP em sua cidade.
Como de costume, na sexta-feira a noite, caímos na balada e finalmente conhecemos a famosa Rinha dos MC's, loko o show!E depois do Fórum, terminamos no lugar maravilhoso chamado de QUILOMBAQUE.
Segue ai em baixo algumas fotos do nosso final de semana incrível....

PRETA-RAR E TATA




CRIOLO E DANI
DANI E PANDA
PAULO-PENTÁGONO
SLIMRIMOGRAFIA
OFICINA DE TURBANTE COM A CRIS MOSCOU
LANÇAMENTO DA FRENTE-SP













OFICINA COM AS MINAS DO GRAFITE!! MANDAM MUITOOOO!!
EDD- PRESIDENTE DA FNMH2 E DANI
NO QUILOMBAQUE
CHURRAS NA QUILOMBAQUE

POR: FOFÃO-QUILOMBAQUE
POR: FOFÃO-QUILOMBAQUE
PARECE COM ELA NÉ....NEGRA JACK
JESSICA BALBINO, DANI, NÉIA E A CRIS....SÓ NO CHURRAS NA QUILOMBAQUE

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Evento realizado por membros da UGB com a parceria da CUFA-GUARUJÁ ,na festa de Natal da Fundação Casa(ex-Febem)

Foi um mega sucesso esse evento, pois trouxemos um pouco de alegria para os internos e esperança de que é possível sim ,um futuro melhor.


Na Fundação Casa, já passaram vários movimentos culturais e religiosos, onde o diretor da fundação nos relatou que a princípio tinha um pouco de receio com a cultura Hip Hop.

Onde através de algumas letras de Rap, poderiam incentivar os internos a querer se rebelar ou incentivá-los que estariam no caminho certo.

Mais ao final do evento todos esses paradigmas cairam por terra,pois ele pode perceber através da nossa organização que o Hip Hop é bem mais que um simples ritimo musical.

Os internos curtiram pra caramba ao som de ALIANÇA DIVINA E TARJA-PRETA, e até formaram uma roda de break, foi da hora mesmo.

Sendo assim ao final do evento o diretor nos chamou até a sala de dele,e nos comunicou que a Fundação está de portas abertas para fazemos apresentações e oficinas, ao longo desse ano letivo.
E mais uma vez o Hip Hop pede passagem e ultrapassa as barreiras do preconceito das grades pra atingir a todos cidadãos.

O HIP HOP NÃO PARA!!!!!

CONFIRA ALGUMAS FOTINHAS....




Eterna Dina Di




Depois de Dina Di, Negra Li e Nega Gizza, o rap feminino vem tomando um rumo diferente, as mulheres estão cada vez mais se organizando e mostrando seu talento. Projetos como o Hip-Hop Mulher e Mulheres no Hip-Hop organizam a mulherada para tomar conta do cenário do rap, que ainda é machista. Como organizador do festival Reviva Rap, temos contato com diversos grupos de rap, e claro alguns formados só por mulheres, a nível de proporção ainda é pouco, só para comparação, nesse ano tivemos 92 grupos inscritos, apenas 3 eram formado só por mulheres. Tirando alguns grupos onde as mulheres fazem backing vocal ou são Mc’s de apoio. Selecionei no nosso banco de dados 3 grupos de rap formado apenas com mulheres; Odisseia das Flores, DeDeus MC e Tarja Preta. Elas nos relataram como começaram a cantar, as dificuldades, as inspirações e desafios para o crescimento do rap feminino!

DeDeus MC


Ponto de Inicio

Tirando algumas exceções os grupos de rap femininos nascem da necessidade das minas terem mais espaços para poderem se expressar e demonstrarem melhor seu talento, tanto no canto, quanto na escrita, é o caso do Grupo de Santos Tarja Preta, elas falam que saíram do grupo masculino que estavam por “Não haver espaço para expor nossas ideias, além de nos dizerem como tínhamos que cantar”, a busca pela independência as impulsionaram a formar o Tarja Preta. Já para a MC DeDeus aconteceu naturalmente, quando ela se aproximou mais profundamente do rap, “O apoio dos que acreditam fez a fabiola se tornar a DeDeus MC”, diz a MC. Já com as Minas do Odisseia das Flores, o encontro das 3 MC’S que moram espalhadas pela cidade, foi decisivo para a formação do grupo “O grupo nasceu do burburinho do centro de São Paulo, em um rolê de Rap, como não poderia ser diferente”. A união das três foi questão de tempo, já que carregavam um carga cultural, por exemplo, JÔ é MC desde 2002, Leticia Grafiteira e Chaiane Artesã. As histórias de formação do grupos são diferentes, porem elas tem em comum o desejo de dar espaço para a arte dentro delas, sem estarem presas a rótulos Machistas e dogmas que ainda persistem no Rap e no Hip-Hop



Tarja Preta




Inspirando para Inspirar



Como todo artista, suas composições e produções musicais, levam implicitamente referencias adquiridas durante toda a vida. Inclusive contemporaneamente, como bem frisou a MC DeDeus “A maior inspiração é sempre a vida, as Experiências que passo, e o que aprendi com tudo isso e quero ensinar também”, creio que esse pensamento contemple os outros grupos entrevistados, já no campo da musica algumas unanimidades como Dina Di, Nega Gizza, Sabotage., Alguns artistas internacionais e de outros estilos como Gilberto Gil, Wilson Simonal, Chico Buarque e Bob Marley. Sem saber, ou sabendo de tal responsabilidade, Odisseia das Flores, Tarja Preta e DeDeus MC, serão fonte de inspiração para as novas Minas que entrarão na cena rap brasileira. Como é atualmente a MC Flora Matos, lembrada pela MC DeDeus.



ODISSÉIA DAS FLORES





















Odisseia das FloresOdisseia das Flores: www.myspace.com/odisseiadasflores






DeDeus MC: www.myspace.com/dedeusoficial






Tarja Preta: www.myspace/tarjapreta2008






Texto: Israel Neto


Fotos – DeDeus MC: Leandro Reis


Odisseia das Flores: Arquivo Pessoal


Tarja Preta: Joyce Fernandes






--

Festival Reviva Rap

94466214 (Réu)

ww.vozdarua.com.br/revivarap

terça-feira, 12 de abril de 2011

matéria extraída do site da Rádio da Juventude.


Hip Hop do Tarja Preta é a vanguarda da revolução feminina.



Na luta pela afirmação do papel da mulher na sociedade, o grupo de Hip Hop Tarja Preta (formado por duas mulheres) é a vanguarda da revolução feminina.










Numa sociedade machista o papel da mulher sempre foi colocado de forma secundária para não dizer inexistente. Desde a revolução feminina na década de sessenta, a condição da mulher na sociedade tem tido alguns avanços, isso comparado há algumas décadas antes onde a mulher não tinha nem o direito de opinar sobre a própria vida. No entanto, a mulher ainda ocupa posições na sociedade que estão aquém de uma igualdade de gênero.




No mercado de trabalho, por exemplo: os cargos oferecidos as mulheres são sempre aqueles quais os homens não se interessam, e quando assumem determinados cargos exercidos também pelos homens, os salários são quase sempre menores.


Lembrando que, é a primeira vez na história do país que temos uma mulher na Presidência da República, é um grande avanço neste sentido, mas também muito ainda precisa ser feito.


Mas, se depender de Joice (Preta Rara) e Jaqueline (Negra Jaque) integrantes do grupo de Hip Hop Tarja Preta da Baixada Santista, essa luta tem militância garantida através de suas músicas com letras de temáticas fortes, discutindo a questão da mulher negra e pobre na sociedade, além de assuntos relacionados à exclusão social e também ao próprio preconceito que elas sofreram no início da carreira em alguns shows de Hip Hop, por serem mulheres ocupando espaços antes tidos como espaços masculinos. Tanto que na baixada elas são umas das únicas representante femininas do gênero.


O grupo foi formado em 2007 e tem ganhado seu espaço no grito, com talento atitude e respeito, a música Falsa Abolição é uma critica inteligente, forte e muito realista a respeito da condição da mulher negra na sociedade hoje, ainda mais quando ela é oriunda de camadas periféricas da sociedade. A música também fala da reconstrução de nossos verdadeiros heróis, como Zumbi e Dandara, ao contrário do que ensinam na escola - princesa Isabel a boazinha.


A música tem uma frase que chega ser um grito de guerra: “Mulher inteligente não usa o corpo usa a mente” Que segundo elas “é inadmissível que as mulheres aceitem ritmos que denigrem sua imagem e sua condição. Músicas de duplo sentido colocam a mulher como objeto e temos que lutar contra isso.”


Ativista também da Frente Nacional das Mulheres no Hip Hop, elas se preocupam com a mensagem que a música precisa levar as pessoas. E principalmente sobre o papel da mulher negra e periférica na sociedade, que precisa ser discutida constantemente.


Essa é a diferença que faz do grupo Tarja Preta um dos pioneiros na vanguarda da revolução feminina, sendo essas garotas duas autênticas revolucionárias que cumprem muito bem o seu papel contundente diante de uma sociedade machista.


Um salve a todas as mulheres que lutam dia a dia ocupando espaços e mostrando que a mulher sempre foi inteligente e guerreira e que seu papel na sociedade é muito mais que ficar a sombra de seres retrógrados e machistas.






(Publicado no: http://radiodajuventude.wordpress.com/2011/03/25/hip-hop-do-tarja-preta-e-a-vanguarda-da-revolucao-feminina/)

terça-feira, 1 de março de 2011

TARJA-PRETA

GRUPO FEMININO DE RAP NACIONAL, FORMADO POR JOYCE FERNANDES(PRETA-RARA) E JACKELLINE PEREIRA(NEGRA JACK).
TEVE INICIO EM OUTUBRO DE 2006,COM SUAS LETRAS DE PROTESTO MAIS TENTANDO FAZER UM RITIMO DIFERENTE ESTÃO AI DA BATALHA DE GRAVAR UM CD COMO TODOS OS GRUPOS INICIANTES.
JÁ SE APRESENTARAM EM GRANDES EVENTOS DA REGIÃO,COMO A MISCELÃNIA CULTURAL "NEGRAS ARTES"NA CIDADE DE SANTOS. NA PASSEATA 20 DE NOVEMBRO EM SÃO PAULO,E NO 1ºENCONTRO NACIONAL DE HIP HOP PARA AS MULHERES TROCANDO EXPERIÊNCIA COM OUTRAS MULHERES DO BRASIL, LOS ANGELES E CANADÁ.
SUA MÚSICA DE TRABALHO NO MOMENTO É "FALSA ABOLIÇÃO"



ACESSEM E CONFIRA O NOSSOS SONS


www.myspace.com/tarjapreta2008




































































MATÉRIA EXTRAIDA DO JORNAL LOCAL DE SANTOS-SP

"MULHER INTELIGENTE NÃO USA O CORPO USA A MENTE" JAQUELINE E JOYCE SÃO DUAS BRASILEIRAS COMO MUITAS SÃO NEGRA TÊM 22 ANOS,UMA TRABALHA COMO DIARISTA E A OUTRA COMO COZINHEIRA,CUIDAM DE SUAS FAMÍLIAS E LUTAM PELA DIGNIDADE.SÓ QUE ESSAS CIDADÃS RESOLVERAM IR ALÉM. E ÉCOMO PRETA-RARA(JOYCE) E NEGRAS JACK(JAQUELINE)QUE ELAS MOSTRAM QUE NÃO QUEREM SER APENAS MAIS DOIS NÚMEROS NAS ESTÁTISTICA OFICIAIS.HÁ QUASE 3 ANOS CRIARAM O GRUPO DE RAP TARJA PRETA,QUE LUTA CONTRA O PRECONCEITO. RACIAL,SOCIAL,SEXUAL E ATÉ MESMO MUSICAL.SIM PORQUE NA CENA DO HIP HOP A MULHER AINDA NÃO CONSEGUE MUITO ESPAÇO.TANTO QUE NA BAIXADA ELAS SÃO UMAS DAS ÚNICAS REPRESENTANTE FEMININAS DO GÊNERO. A PREOCUPAÇÃO EM LEVAR ESSA MENSAGEM TEM UM MOTIVO.AS DUAS ACHAM QUE A MÚSICA TEM UMA IMPORTANTE MISSÃO "É UMA VOZ QUE CHEGA AO ALCANCE DE TODOS"(NEGRA JACK). SENDO ASSIM,O QUE DEVE CHEGAR PARA AS PESSOAS É SEMPRE UMA MENSAGEM POSITIVA."SOMOS NEGRAS MILITANTES,TEMOS A OBRIGAÇÃO DE AJUDAR A CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR(PRETA-RARA). NA OPINIÃO DELAS É INADMISSÍVEL QUE AS MULHERES ACEITEM RITMOS QUE DENIGREM SUA IMAGEM E SUA CONDIÇÃO. MÚSICAS DE DUPLO SENTIDO COLOCAM A MULHER COMO OBJETO E TEMOS QUE LUTAR CONTRA ISSO.PORQUE MULHER INTELIGENTE NÃO USA O CORPO USA A MENTE. (TRECHO DA MÁTERIA DO JORNAL "EXPRESSO POPULAR" POR:THAÍS LYRA)